 |
Depois, o enviam [a criança]
para a escola e recomendam aos professores que cuidem
com mais rigor dos costumes do menino do que do
aprendizado das letras e da cítara. É o que os
professores fazem; e quando o aluno aprende a ler e
começa a compreender o que está escrito, tal como
faziam antes com os sons, dão-lhe em seu banquinho a
ler as obras de bons poetas, que eles são obrigados
a decorar, prenhes de preceitos morais, com muitas
narrações em louvor e glória dos homens ilustres
do passado, para que o menino venha a imita-los por
emulação e se esforce por parecer-se com eles. Do
mesmo modo procedem os professores de cítara;
envidam esforços para deixar temperantes os meninos
e desviá-los da prática de ações más. Depois de
haverem aprendido a tocar cítara, fazem-nos estudar
as criações de outros grandes poetas, os líricos,
a que dão acompanhamento de lira, trabalhando, desse
modo, para que a alma dos meninos se aproprie dos
ritmos e da harmonia, a fim de que fiquem mais
brandos e, porque mais ritmados e harmônicos, se
tornem igualmente aptos tanto para a palavra como
para a ação.
Platão.
Protágoras 325e-326b. In Platão.
Diálogos, vol. III-IV. Trad. Carlos Alberto
Nunes. Pará: Universidade do Pará, 1980.
|
.... |
Cena do
ginásio
Atletas e treinador
Dois pugilistas
A preparação dos atletas
O estrígil
Após o exercício
Uma estatueta etrusca
Aryballos e estrígilos
Diadumeno, jovem atleta
Jovem de Anticitera
Doríforo
«««««««
|