Grécia


“(...) Sólon (...) foi ver Téspis, que atuava pessoalmente em suas peças, segundo o costume dos poetas antigos. Depois da representação, Sólon perguntou-lhe se não tinha vergonha de proferir tamanhas mentiras diante de toda a gente. Téspis desculpou-se afirmando não haver grande mal em falar e agir como fazia, à maneira de um jogo. Então Sólon, batendo furiosamente no chão com seu cajado: “Mas se aprovarmos”, disse, “e aplaudirmos semelhante jogo, logo o reencontraremos nos contratos.” In PLUTARCO, Vidas Paralelas vol I, São Paulo: Paumape, 1991, Vida de Sólon, 29, p.203.

Acima - Atenas. O Teatro de Dioniso. No século VI a.C., quando Pisístrato introduziu em Atenas o culto de Dioniso, foi construído um pequeno templo para o deus no sopé da acrópole. No final do mesmo século, próximo da época em que os primeiros festivais dionisíacos tiveram lugar, com apresentações musicais e teatrais, os espectadores assistiam a essas apresentações sentados na encosta da colina. Conseqüentemente, logo instalaram bancos de madeira e o espaço em que as apresentações aconteciam tomou a forma de um círculo perfeito. Ele adotou o nome de orchestra, do verbo orchoumai, que significa “dançar”, pois o coro dançava ao redor da thyméle, o altar do deus. Nesse teatro Ésquilo, Sófocles e Eurípides dirigiram as suas tragédias e Aristófanes as suas comédias. No século IV a.C. os bancos de madeira foram substituídos por assentos de pedra, muitos dos quais preservados hoje. O teatro possuía 64 fileiras de assentos, divididas em dois níveis por um corredor semi-circular. 13 pequenas escadas que se estendiam como raios a partir do palco serviam como acessos para os assentos. Calcula-se que esse teatro comportava 17.000 espectadores. In Ancient Greece – the famous monuments, past and present. Roma: Muses Publishers, 1997, p. 22 e 24; foto e reconstituição p. 23. A reconstituição reporta à reforma feita no teatro para a visita de Nero, no ano de 61 d.C.

 
 
 

Atenas. As filas destinadas às autoridades caracterizavam-se, no teatro de Dioniso, pela presença de verdadeiras “poltronas” à beira da orquestra. In STIERLIN, H. – A Grécia – de Micenas ao Pártenon. Lisboa: Taschen, 1998, p. 221.

Carro de Thépis. Vasos áticos de figuras negras. In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, figs. 56-58, p. 19.

O “carro de Téspis” lembra o fato de que, nas suas origens, eram realizadas sobre carroças que exerciam o papel de tablado. Observe-se que, nas figuras acima, trata-se de “carros navais”, isto é, carros com formato de barcos, que eram utilizados nas procissões de Dioniso.

 
 
 

Atores com máscaras trágicas junto com Dioniso. Relevo do Pireu, Atenas. In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, figs. 113 a-b, p. 32.

..........................................................................................

 
 

Estatueta de terracota, representando ator trágico. Mensageiro, proveniente de Rheneia (Mykonos). In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, fig. 292a-b, p. 80.

 

 

 

Planta do teatro de Dioniso - O teatro de Dioniso Eleutério, Atenas. No século V a.C. os atores se mudaram da ágora, onde representavam sobre uma carroça, para o lado sul da acrópole, acima do santuário do deus, com seus templos dos séculos VI e IV a.C. In LEVI, P. – Atlas of the Greek World, Oxford: Phaedon Press Ltd., 1984, p. 149.

 
<<<<...................................................................................>>>>