A COMÉDIA NOVA



 A Comédia Nova apresenta como característica marcante a presença de personagens estereotipados mais ou menos fixos, como o velho avaro e mal humorado, a mocinha romântica e apaixonada, o escravo espertalhão. No que diz respeito aos temas, na Comédia Nova a política cede lugar aos assuntos da vida privada.

Górgias: “Excede em tudo quanto há de mau.
Tem uma propriedade que valerá coisa de dois talentos.
Passa o tempo a lavrá-la sozinho,
sem ter nenhum homem a ajudá-lo,
nem mesmo um criado doméstico, nem um assalariado
,
destes sítios, nem um vizinho; é ele só.

A coisa que mais lhe apraz é não ver ninguém.
Trabalha com a filha dele ao pé, a maior parte do tempo.
Só para ela é que fala. Nem seria fácil
que o fizesse com qualquer outra pessoa.
E afirma que só a dará em casamento
quando achar um genro do seu feitio.

MENANDRO, O Misantropo, versos 326-337, tradução de Maria Helena da Rocha Pereira.

 

“Que deliciosa refeição eu tive...” : Ato I da Synaristosai de Menandro em um mosaico de aproximadamente 350 d.C., ou posterior a essa data. In GREEN, R. e HANDLEY, E. – Images of the Greek Theatre. London: British Museum Press, 1995, fig. 51, p. 79.

 
 
 
 
 

Menandro e as máscaras da comédia nova. Relevo em mármore. In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, fig. 316, p. 89.

 

 

 
 
 
 

O Misantropo de Menandro, fragmento do papiro do século III que revelou o texto de uma comédia, o Díscolo ou Misantropo, do ateniense Menandro (343-290). Esse autor foi o poeta de uma “comédia nova” mais delicada e psicológica do que a de Aristófanes, apreciador das cenas da vida doméstica, e que, através de Terêncio, marcou o teatro até Molière. Genebra-Coligny, Biblioteca Bodmer. In VAN EFFENTERRE, H. – A Idade Grega – 500 a 270 a.C. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1979, fig. 130, p. 242.

 
 
 
 
 

Máscaras de escravos da Comédia Nova. Pérgamo. In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, figs. 389-391, p. 102.

 
 
 
 
 

Escravo dançando. In BIEBER, M. The History of the Greek and Roman Theater. Princeton: Princeton University Press, 1971, figs. 399 a-b, p. 103.

 
 
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