Neoptólemo entrega a Ulisses as Armas de Aquiles. Taça (detalhe). Douris. Etrúria, 490 a.C. Terracota, altura do vaso: 1,28 m.
Viena, Kunsthistorisches Museum.
Fonte: CHARBONNEAU, Jean et alii. La Grèce Archaïque (620-480 a.C.). Paris: Gallimard, 1968. p.352, fig.405.
As armas de Aquiles: (Aquiles) "revestiu os presentes soberbos que forjara Hefaísto com seu trabalho: as belíssimas cnêmides, primeiro, articuladas por fivelas de prata, com que envolveu as pernas; depois a couraça, com a qual cobriu o peito; aos ombros atirou a espada de bronze cravejada de prata; em seguida, empunhou o escudo, grande e sólido, de onde, visível ao longe, nasceu um clarão, qual o da lua. Assim como, em alto mar, surge aos olhos dos marinheiros o clarão de uma fogueira que arde (arde lá em cima, nas montanhas, em redil de carneiros); mas, a despeito de seus esforços, as tempestades, pelo piscoso mar, os carregam para longe dos amigos; assim, do escudo de Aquiles, de seu belo escudo muitíssimo bem trabalhado, um clarão subia até o éter. Tomando o elmo resistente, colocou-o na cabeça; brilhava como um astro o elmo empenachado e, à sua volta, se agitavam as crinas douradas que Hefaísto jogara, em grande número, ao redor do penacho."
Ilíada, canto XIX, trad. Octávio Mendes Cajado, Difel, 1961.