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Aquiles diante de sua parelha de cavalos. Fragmento de cântaro. Néarchos, pintor e ceramista. 560-550 a.C Terracota, altura do fragmento: 0,15 m.

Atenas: Museu Nacional.

Fonte: CHARBONNEAU, Jean et alii. La Grèce Archaïque (620-480 a.C.). Paris: Gallimard, 1968. p.67, fig.72.

 
A Aquiles, que pede aos famosos cavalos que tratem de o trazer vivo, da batalha decisiva, Xanto, de fúlgidos pés, inspirado pela deusa Hera, respondeu:

"Certo é que ainda hoje te salvaremos, esmagador Aquiles. Mas próximo está o dia de tua perda; e não seremos nós os responsáveis, senão um grande deus e o rude Destino. Pois não foi por nosso vagar nem por nossa indolência que os Troianos, dos ombros de Pátroclo, lhe arrancaram as armas: mas o melhor dos deuses, que pariu Latona de formosos cabelos, matou-o na primeira fila, e deu a glória a Heitor. Acompanharíamos ambos o sopro do Zéfiro na corrida, embora seja, com dizem, o mais rápido dos seres. Mas tu, teu destino é ser vencido, à força, por um deus e por um homem."

Ilíada, canto XIX, trad. Octávio Mendes Cajado, Difel, 1961.


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