A seriedade e a meditação: a criança participa do cortejo do Altar da Paz (Ara Pacis Augustae), monumento em mármore, dedicado a Augusto.

Paris: Louvre, cliché Giraudon.

Fonte: NIÉRAUDAU, Jean Pierre. Être Enfant à Rome. Paris: Belles Lettres, 1984. p.94-95.


"As antigas instituições queriam que os mais velhos nos ensinassem não só através de nossos ouvidos, mas também pelos olhos, as regras que devíamos em seguida aplicar e depois transmitir a nossos sucessores. (...) Cada um tinha seu pai por mestre e o que não mais tinha pai achava um entre os mais ilustres ou os mais antigos senadores. Qual era o poder daqueles que propunham os negócios, o direito daqueles que opinavam; a autoridade dos magistrados, a liberdade dos outros cidadãos, quando era preciso ceder, quando se devia resistir, em que caso calar-se, quanto tempo falar, como separar as partes contraditórias de uma proposição, como fazer créscimos a uma proposição já feita, em uma palavra, todas as regras senatoriais eram apreendidas pelo exemplo, o mais seguro de todos os mestres".

Plínio, O Jovem (61/2 – 123 d.C.). Cartas VIII, XIV (carta a Aristo), ed. Garnier, trad. De C. Sicard, tomo II, texto latino à p. 162, tradução à p. 163.
Trad. de Roque Spencer Maciel de Barros.