Enéias e a Serpente no túmulo de Anquises

"Tinha dito estas (palavras), quando dos penetrais da sepultura uma grande serpente, escorregando, arrastou sete voltas, sete espiras, abraçando sossegadamente o túmulo e deslizando pelos altares: à qual manchas azuladas (marchetavam) o dorso, e um brilho mosqueado de ouro lhe inflamava as escamas, como nas nuvens o arco-íris emite mil cores, quando o sol está oposto."

Livro V, vv. 84-90.

Fonte: Públio Virgílio Marão, A Eneida, tradução de Nicolau Firmino, Lisboa: Livraria Simões, 1955, p. 122.

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