Enéias apresenta-se a Dido.

"Apenas proferira estas palavras, quando a nuvem envolvedora se fende repentinamente e se dissolve no ar sereno. Eneias apareceu, e refulgiu numa luz deslumbrante, semelhante a um deus no rosto e nos ombros: porque a própria mãe bafejara ao filho um lindo cabelo e o esplendor purpúreo da mocidade, e alegres graças aos olhos: qual brilho as mãos dão ao marfim, ou quando a prata ou o mármore de Paros são engastados no amarelo ouro."

Livro I, vv. 586-595.

Fonte: Públio Virgílio Marão, A Eneida, tradução de Nicolau Firmino, Lisboa: Livraria Simões, 1955, p. 12.

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