Pela
história - esse inventário das
diferenças - que é, também,
um encontro com o Outro como forma de auto-conhecimento,
voltamos aos gregos e romanos como o filho volta
à casa dos pais, para reviver as origens,
apropriar-se de herança irrecusável e,
ao mesmo tempo, discernir, para si, novos rumos.
Ora,
nesse diálogo com o passado, a personagem
principal é, sem dúvida, o homem de
todos os tempos, e, no teatro, aquele homem que fez da poesia e do
drama o instrumento privilegiado de catarse de suas
emoções, no esforço para discernir em
sua natureza o que nela há de maravilhoso e de
terrível.
Essa
busca, que os grandes autores de tragédias e
comédias, na Grécia primeiro e em Roma
depois, ensinaram a empreender, renova aquele espanto que nos
assalta toda vez que avivamos, com o brilho de nossa
inteligência, o estudo da condição do
homem no mundo, de seu feliz destino, ou de seu infortúnio.
É
um pouco dessa aventura espiritual que esperamos apresentar-se ao
olhar que se debruça sobre as inúmeras
imagens dessa exposição, que hoje podemos
contemplar graças ao esforço, à
aplicação e ao brilho da profa. Maria
Amália Longo Tsuruda, doutoranda pela FEUSP, que
é a autora desse projeto.
Gilda
Naécia Maciel de Barros, 2006.
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